Entenda o feudalismo

Se você ainda não entendeu o que exatamente foi o feudalismo, confira aqui todos os fatores que contribuíram para esse período.

Entenda o feudalismo

Quanto já não se ouviu falar em Feudalismo e quantas perguntas sem respostas já ficaram no ar sobre este assunto. Pois bem, este é um assunto comum encontrado em sala de aula mais que para algumas pessoas ainda não foram bem explicadas, então, para entender melhor o feudalismo é válido lembrar uma coisa: a política sempre modificou pensamentos a todo o tempo.

O Feudalismo nada mais foi do que um novo modo de organização político e social que eram baseados totalmente em todas as relações contratuais. Ele teve origem em Roma, quando o Império Romano se viu em decadência e tinham que fazer algo para mudar tudo isto, porém, prevaleceu mais ainda na Idade Média, na Europa. Diante das informações de um teórico chamado Lord Kames, que foi um teórico escocês do Iluminismo, o Feudalismo tem o antecessor “nomadismo” e o sucessor “capitalismo” em determinadas regiões europeias. Existiam os senhores feudais, que eram um pouco “paparicados” pelo rei, que lhes dava novas terras de presente, e quanto aos camponeses, eles cuidavam de toda a agropecuária dos feudos, que, em troca, lhes dava um pouco de dinheiro e um pedaço de terra para que pudessem se abrigar e abrigar suas famílias, além de contar com o dinheiro e a terra da dada pelos senhores feudais, os camponeses, por trabalharem para eles, ainda eram protegidos contra qualquer ataque de bárbaros. Foi um período onde uma série de impostos era implantado, por exemplo, no momento em que estes servos feudais iam para o manso senhorial, ao atravessar a ponte que fazia a ligação, eles tinham que pagar um pedágio, a menos que fossem se dirigir até lá para cuidar das terras destes Senhores Feudais.

Suas caracteristicas

Diversas características predominaram este tempo do feudalismo, começando por sua origem, que se iniciou em meados do Século IV devido às invasões germânicas ao Império Romano do Ocidente na Europa, que mais conhecidas na época como bárbaras ao invés de germânicas.

As características principais do feudalismo giram em torno de poderes centralizados, economias baseadas nas agriculturas de subsistência, economias monetárias, trabalho servil e sem comércio algum, onde a “troca”, mais conhecida como escambo, prevalecia. Em meio a este tempo conturbado onde classes sociais dividiam as categorias de quem mandava e quem não mandava tudo se tornou mais difícil para as classes mais baixas e, além de ser o ponto mais baixo desta cadeia social, ainda prestavam serviços aos superiores, pois, caso o contrário, não teriam nem ao menos onde morar.

Estes fatores históricos contribuem para que atualmente nada disso se repita, embora em alguns países o sistema político seja bem rígido, a história serve para mostrar o que é bom e o que não é a partir de fatos reais. E tudo isto só foi possível mudar com os primeiros indícios das “Revoluções Burguesas”.

Sobre a origem do feudalismo é possível afirmar que, com a decadência e com toda a destruição do Império Romano do Ocidente, em meados do século V d.C, aproximadamente nos anos de 400 a 500, e devido as centenas invasões dos bárbaros e de todas as horríveis políticas econômicas encontradas nos imperadores romanos, as várias regiões europeias passaram a apresentar um baixa densidade em suas populações e viram que o desenvolvimento urbano passou a crescer muito mais rápido que o esperado. Então todas estas crises e a destruição do Império Romano do Ocidente contribui para que fortes mudanças na economia e na sociedade ocorressem e contribuíssem com toda a mudança social e econômica que, no momento, estavam sendo introduzidas na historia que conseguiram, com toda a sua força, alterar completamente o sistema de produções e o sistema de propriedades característicos da Antiguidade, mais principalmente no Europa Ocidental.

Então, com estas mudanças, o novo sistema econômico, social e político acabaram se relevando e, devido a isso, surgiu então o “Feudalismo”. Entretanto, muitos acham que o feudalismo teve início na Idade Média, em meados do século V d.C, porém, ao contrario do que pensam, ele passou a dar os primeiros indícios de que iria ser iniciado em alguns séculos antes do início definitivo, mais precisamente no século IV, quase 100 anos antes, dando definitivamente o fim do império Carolíngio no século IX d.C.

Devido às invasões bárbaras e com a decadência do Império Romano, os romanos nobres pouco a pouco iniciaram um afastamento e levaram com eles alguns camponeses quase que de reféns, pois, ao chamarem os camponeses para irem juntos, eles faziam ameaças de serem mortos ou escravizados no local onde estavam. Então, passando por isto, e já na Idade Média, com os vários povos bárbaros, ao dominarem a Europa Medieval, foi praticamente impossível estes unirem os descendentes de nobres romanos e unirem-se entre si, cujos descendentes romanos eram donos de pequenos agrupamentos de terras que haviam sobrado a eles para morarem.

Além de contar com tudo isto, ainda ocorreram as reformas culturais neste “meio tempo”, onde começaram a aparecer uma pequena nova organização econômica que é chamada nada mais nada menos do que “Feudalismo”. Embora todo este assunto pareça repetitivo, é sempre válido mostrar os vários meios com que o feudalismo se monopolizou nesta época, principalmente na Idade Média. O feudalismo começou a surgir do nada e acabou utilizando as falhas de outros poderes para poder se erguer de vez na economia e na politica.

Naquela época muito do que se presava era baseado na religião, onde a igreja praticamente mandava em tudo, e, com isto, a sociedade feudal tinha como composição três grupos sociais com classes sociais diferentes. Dizer que algumas mudanças sociais não existiram como a passagem de alguém dentre os “servos de gleba” (que eram o grupo de camponeses) é mentira, pois, alguns camponeses se tornavam padres e passavam a fazer parte do baixo clero, entretanto, estas mudanças eram difíceis de acontecer, mas, aconteciam. Como era citado aqui, existiam três classes sociais que predominavam a Idade Média, eram estes: os Nobres, que se encontravam nas classes de guerreiros bravos e bellatores, o Clero, que se encontravam categoricamente entre os padres, oratores e todo o sistema cristão, e por fim, os Servos, que entravam na classe dos trabalhadores como mãos de obra, laboratores, enfim, toda a parte baixa do trabalho.

Para que estas categorias fossem determinadas, o primeiro status para esta divisão social baseava-se no nascimento. Além de contar com estas três classes sociais, uma também importante apareceu ao longo do tempo e se chamava Suserania, esta classe apareceu entre os nobres onde um Nobre Suserano dava a um feudo para um determinado outro nobre, este chamado de Nobre Vassalo. Esta época apresentava pouquíssimas ascensões sociais e quase não era possível enxergar qualquer tipo de mobilidade social, então, a Igreja se tornou um meio de mobilidade e de promoção.

Para entender melhor sobre as classes sociais confira:

• Clero – tinha como uma considerada função oficial apenas rezar. Dentro dos meios ele possuía um grande poder político sobre uma sociedade considerada extremamente religiosa, onde qualquer conceito sobre o afastamento entre a religião e a política era completamente abominado e desconhecido. Eles mantinham a ordem sobre a sociedade evitando as revoltas e as novas contratações camponesas por meio de criações de justificativas religiosas inventadas por eles mesmos.
• Servos da Gleba- estes se constituíam por sua maior parte baseada em camponeses, que estavam presos às terras, eram obrigados a inicializar a prestação de serviços à nobreza, pagar estes nobres com diversos tributos ganhando em troca a permissão do uso de um pequeno pedaço de terra e também da proteção militar que os nobres concediam, além disto, eles sofriam uma intensa exploração de serviços e eram praticamente explorados em tudo o que faziam. Muitos historiadores consideram a vida que os camponeses tinham como uma vida miserável, entretanto, a palavra “escravo” se torna imprópria indo ao pé da letra. Para que estes servos recebessem os direitos de conseguir um pedaço de terra para morar, eles juravam fidelidade e servidão para os senhores feudais a quem trabalhavam.
• Nobres ou Senhores Feudais – os dois nomes variam, porém, tem o mesmo sentido, o de guerreiro e o de quem mandava nas terras. Estes nobres tinham como sua principal função guerrear contra qualquer um que tentasse invadir seus espaços e desacatar algumas das leis que eram impostas pelo Clero, além disto, os Nobres exerciam um considerável poder político com relação às outras classes sociais inferiores, tudo porque serviam diretamente ao Clero. O Rei lhes cedia algumas grandes terras e então, como forma de retribuição, os Nobres juravam ao Rei suas ajudas militares, com relações também de vassalagem e suserania.
• Vassalos e Suseranos – os vassalos ofereciam fidelidade e trabalho aos suseranos em troca de um bom lugar no sistema de produção que existia na época. Estas redes de vassalagem se estendiam vastamente por diversas regiões, tendo como o núcleo o poder um Rei suserano. Ou seja, além de existir um Rei que mandava em tudo, dentro da própria nobreza havia subdivisões, com os suseranos e vassalos, onde os suseranos eram superiores aos vassalos, porém, todos pertenciam a nobreza.

Entenda o feudalismo

Economia feudal

A economia era um dos fatores mais polêmicos do feudalismo, a produção feudal era própria do Ocidente Europeu e tinha como base de produção a economia agrária, que era de circulação escassa monetária e de completa autossuficiência. Estas propriedades feudais onde se encontravam o topo deste ciclo social eram muito privilegiadas e era composta pelos senhores feudais, donos de tudo o que estava em volta porque o Rei lhes concedeu, pelos dignitários da Igreja, ou seja, todo o Clero, e também os longínquos que nada mais eram do que descendentes dos chefes britânicos das tribos encontradas por lá.

Um dos fatores que mais que chamavam a atenção era as estimativas de renda da Europa feudal, que se encaixava em um nível bastante próximo ao mínimo de subsistência. Estes níveis de alimentos e condições mantidas eram os fatores que mais indignavam as classes sociais baixas, pois, se possuía o mínimo para sobreviver e tudo o que se encontrava naqueles núcleos era altamente controlado pelo clero e pela nobreza. A agricultura era um dos principais fatores onde se encontrava estas produções de subsistência, onde só se produzia o que iria se comer nada a mais e nada a menos.

Para que houvesse esta produção monetária, a principal unidade de produção era obviamente o feudo, entretanto esta classe se dividia em três partes diferenciadas, sendo elas: a “Propriedade Individual do Senhor”, que era chamada entre eles de domínio ou de senhorial, e nesta propriedade se erguia um castelo fortificado impondo que, entre os feudos, eles eram os mais importantes; o “Manso Servil” que se correspondia a vasta porção e terras que eram dadas aos camponeses e que, além de serem dadas, ainda era divididas em pequenos lotes cujo nome era “tenências”; e por fim tinha o “Manso comunal” que era constituído por uma série de terras agrupadas consideradas coletivas, divididas entre “pastos e bosques”, esta propriedade era usada tanto pelo senhor feudal quanto por todos os seus servos, cujo o lazer era o mais visto ali.

Estas divisões e subdivisões eram características do feudalismo, onde o poder era disputado a todo o momento, e, quem não tivesse nada em poder, não servia para nada e era mandado para as categorias dos camponeses, passando a viver na mesma forma e com os mesmo intuitos que eles viviam.

O sistema feudal tem como característica o caráter expropriador, e devido a este fator o servo, que eram responsáveis pela produção manual, não tinha interesse e muito menos estimulo algum para que se aumentassem as produções, então, tudo o que era produzido de forma excessiva automaticamente era tomado pelo senhor feudal, que deixava somente que eles usufruíssem do necessário.

Devido a estes fatores, todo o desenvolvimento técnico esperado para estas evoluções não foram exatamente como o esperado se elevando em uma pequena quantidade e se limitando aos aumentos de produtividade. Para uma técnica mais apropriada para que estas produções aumentassem foi a adaptação de uma “rotação trienal de culturas”, que nada mais é do que uma divisão em três partes das terras para que haja produção insana, por exemplo, em um tempo eles descansam uma parte da terra, plantam trigo na outra e plantam cevada na outra, em um próximo tempo, após este plantio, eles substituem e alternam fazendo com que sejam plantadas coisas diferentes e sempre descansando uma parte da terra para que sempre haja plantio.

Então com isto, os senhores mantinham a fertilidade do solo e evitavam qualquer possibilidade de esgotamento. Diante das palavras de um anarco-capitalista economista chamado Hans Hermann Hoppe, os feudos são supostamente uma propriedade do Estado, que neste caso histórico é representado pelos senhores feudais, então, consequentemente, o feudalismo é considerado por eles como uma forma de manifestação provocada no socialismo, de modo como fosse uma micro revolução.

Entenda o feudalismo

Os servos possuíam centenas de obrigações, e elas consistiam em

• Corveia – que era um trabalho compulsório dentro do “manso senhorial” ou das terras do senhor durante alguns dias da semana;
• Banalidade – era um tributo cobrado por qualquer tipo de bens ou instrumentos de propriedade feudal, como o forno, as pontes, o celeiro, o moinho, estes tributos eram cobrados em formas de pedágios;
• Talha – era parte da produção do servo que deveria ser entregue aos nobres, na maioria das vezes esta quantidade se resumia a um terço das produções dos servos;
• Tostão de Pedro ou Dízimo – que eram aproximadamente 10% das produções dos servos que eram pagas à Igreja como forma de taxa onde era utilizado para a manutenção da capela a qual este valor pago chegava;
• Capitação – era um pequeno imposto implantado pelo Rei onde era pago por cada membro da família, vulgarmente falando, era um taxa cobrada por “cabeça”, ou seja, se tivesse três pessoas na família cobrariam três vezes o mesmo valor, e assim por diante;
• Censo – era o tributo que os “vilões” (pessoas que moravam nas vilas e não mal feitores como em filmes) deveriam pagar em dinheiro vivo para a nobreza por simplesmente habitarem lá, funcionava como forma de aluguel;
• Taxa de Justiça – era onde os servos e os habitantes das vilas deveriam pagar ao senhor feudal para serem julgados no tribunal do nobre;
• Mão Morta – era o nome do pagamento de uma taxa para que os servos pudessem permanecer dentro do feudo da família servil, em caso de abandono ou morte de pai, mãe ou qualquer responsável;
• “Formariage” – talvez a taxa mais injusta entre todas as outras, pois, quando um nobre ia se casar um servo era obrigado a contribuir com uma taxa para ajudar no casamento do mesmo, e, além disto, esta mesma taxa era valida para quando um parente qualquer de um nobre fosse se casar;

Como se pode ver, as justiças entre os feudos e os servos não eram escravizadas, pois, não existia a obrigação exploraria de trabalho como nos tempos de escravidão, porém, existia muita diferença entre as taxas cobradas, era cobrado tudo quanto é taxa dos servos e dos habitantes das vilas.

É possível afirmar que eles trabalhavam excessivamente e que era tudo muito controlado, entretanto, não funcionava como na escravidão que havia agressões exageradas entre outros tipos de prejuízos, os servos simplesmente trabalhavam porque necessitavam de dinheiro e ganhavam para estarem fazendo aquilo, embora fossem cobradas centenas de taxas para tudo, eles ainda tinham dinheiro e terra que eram dadas pelos nobres.

Entretanto, no feudalismo a maior característica foi a economia e a política que se reinventaram a partir da religião, então, quem fazia parte da religião era bem aceito nas condições do Clero e que não queria fazer parte ou se mantinham em segredo ou procuravam outro lugar distante para habitar. Por bem o feudalismo acabou dando sequencia a uma série de novas revoluções, entretanto, foi um os movimentos que mais influenciou a politica e a economia na história, pois, até hoje é possível ver taxas e impostos sendo cobrados de todos.

11/03/13 por Fabiano

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